Controvertida a questão, por que o pavor da destruição e extinção, intacto em todo o ser humano, leva ao medo do fogo.
Como se tal elemental fosse mais perigoso, transformador ou necessário que a terra e a água.
Filhos deixem o medo natural da extinção de lado. O fogo não extingue e sim transforma, transmuta, consome, e então repõe.
Ignorantes aqueles que temem o fogo mais que a terra, ou menos que a água.
Não subestime filho a frieza da terra, os temperamentos da água, por causa do calor do fogo.
Os elementos queimam iguais, mesmo que queimar signifique apagar.
O fogo consome e transforma e deve ser utilizado quando há necessidade de alterar as matérias, consumi-las e delas liberar sua vibração.
Matérias diferentes, vibrações transformadas.
Por que o fogo se apaga com a força da água? Porque muitas vezes se faz necessário antes de enviar a matéria para seu retorno, realizar sua transformação.
Queima-se para depois, com a força da água, se enviar a vibração para seu movimento natural.
Água é movimento que se molda, enquanto o fogo é elemento que modifica, consome.
Na dureza de sua dança, encontra-se a força da transformação, a alquimia dos elementos, a fusão de uma energia em outra, a liberação necessária aos átomos.
Química filhos, pura química.
O fogo não apenas destrói estruturas, mas constrói outras, tão perfeitas e harmônicas quanto as primeiras.
Queimar significa modificar e não extinguir.
Consumir significa “transformar em outro” e não acabar.
Desmistifiquem filhos, portanto, o fogo e o respeitem com a mesma força que respeitam a sobrevivência da terra, a movimentação da água.
Devem, pois os filhos utilizarem o fogo nos trabalhos, para transformações de padrões vibracionais dos diferentes tipos de matéria, para a quebra de magias.
O ato de fundir uma energia em outra e conseguir uma terceira, caracteriza o dom fundamental: o dom da criação, que deriva de algo anterior, sempre.
Retirem os materiais dos alquimistas e tem-se apenas luz, não a transformação.
Na alquimia da chamada magia, intrínseco o poder do fogo que modifica, como mágica fosse, elementos, fundindo-os, transformando-os, alterando-os e repetindo, em ato subseqüente, o ato da suprema criação.
Quando se precisa alterar a forma inicial, o fogo é fundamental.
Tome-se, por exemplo, trabalhos de paixão.
Se transformará a dor da paixão, na beleza da vida, na tranqüilidade do amor, na paz do sentimento.
Mas lembrem-se filhos, que após todo o trabalho de transformação obrigatória a utilização da água, para que a nova matéria seja regida sob a verdade do todo.
Sempre.
Estes são, pois os elementos naturais de principal atuação dentro da Umbanda e conforme as explicações básicas podem ser utilizados em sua total força por espíritos, encarnado ou não, que deles necessitem para a prática do bem.